Saudades do Futuro
- Duana Lipa

- 17 de ago. de 2023
- 2 min de leitura
As noites algumas vezes são longas, as lembranças dominam os pensamentos. Lembro do tom da sua voz nos áudios quentes que mandou no decorrer do dia, lembro da sua imagem na tela do meu celular, a sua silhueta não sai dos meus olhos, basta que eu os feche e visualizo seu corpo na penumbra.
Costumava ter saudade daquilo que um dia vivi , mas você me ensinou que é possível sentir saudade de algo que não vivemos ainda, a não ser no campo da imaginação. Como é bom imaginar você nos meus braços, embolado no meu corpo de uma maneira que não sei onde eu começo e você termina. Sim! É assim que imagino nós dois juntos! Embolados, suados, exaustos, largados. Reunindo forças para tomar aquela ducha, matar aquela garrafa de vinho que sobrou e começar tudo outra vez.
A tecnologia avança, porém o touch não conseguiu substituir o toque. Ainda bem porque nos mais tórridos delírios sonho com seus dedos deslizando meu corpo todo, descobrindo meu sexo, todo o tal ponto G, que no meu caso vai da cabeça aos pés. Meu corpo todo deseja você, cada poro, cada gota anseia pelo teu toque e não apenas em uma tal "pérola" escondida na vulva que, até hoje os estudiosos não disseram onde está.
Todo tempo desejam mapear o prazer feminino: "algumas lambidas em cada mamilo e um toque no certeiro no clitóris e elas ficam molinhas." Dizem os doutores. Ah! Tentem... e falhem miseravelmente. Somos bem indecifráveis. Se você deu prazer a uma mulher, parabéns; contudo isso não faz de você um exímio conhecedor do lascívia feminina. Somos vorazes, até demais, dependendo da confiança e da intimidade que sentimos no parceiro (a).
Somos como água, descemos obedecendo o percurso que nos é oferecido, o que não nos impede de descobrir novos caminhos no decorrer desse percurso.
O que a princípio me parecia muito ruim, de repente foi tão somente mal apresentado. Se demonstrado da maneira correta pode ser que seja bom e pode ser que mergulhemos juntos nessas águas.



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